segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Erros que acabam com os relacionamentos

Psicóloga fala sobre o tema e dá dicas para manter relação duradoura

Nem todo amor do mundo basta para manter um relacionamento. É preciso também ter respeito, paciência e saber aceitar as diferenças dos parceiros. Mas a vontade de fazer dar certo e de construir uma relação duradoura faz com que muitas mulheres, mesmo com as melhores intenções, ajam de forma impulsiva e acabem tendo um resultado contrário ao esperado, prejudicando a relação e às vezes até fazendo com que ela chegue ao fim.



“É preciso que homens e mulheres vivam relações de trocas, parcerias e de tolerância as diferenças. Relações mais imaturas são baseadas em competição, poder x submissão, força x fraqueza e esses comportamentos são motivo de afastamento de ambos os parceiros pois produzem relações hierarquicamente desniveladas”, explica a psicóloga Cristiane Pertusi.

Ela diz que uma das principais atitudes que as mulheres fazem errado na relação é se casar rápido demais a apaixonada demais, sem ter tipo tempo para uma convivência maior com o namorado. “Vejo que muita gente se casa sem ter claro se a escolha do parceiro é boa, se há compatibilidade de estilos para convivência… O que importa  é casar. A escolha é feita no momento de muita idealização e simbiose da relação”, diz.

Isso acontece porque, ainda hoje, a sociedade vê o casamento como uma necessidade, especialmente para as mulheres. “Às vezes existe certo status em dizer que se casou, que não ficou ‘para titia’. Mesmo que tenha ficado casada por pouco tempo, pois o status de ser separada é melhor e mais confortante internamente do que ser ‘solteirona’”, afirma.

A facilidade com que as pessoas se separam também é um erro, já que leva muita gente a se casar acreditando que, se não der certo, basta se separar. “É quase como se o casamento fosse o objetivo final e não o começo. Isso resulta em períodos de casamento com tempo ‘relâmpago’”, diz.

Ela diz que, para casar, é preciso refletir sobre seu estilo, seus costumes e sobre a capacidade de compartilhar, dividir e partilhar ideias e posturas diárias, pensar que o casamento é o começo de uma vida a dois, de um trilhar juntos que requer tolerâncias às diferenças e ao desejo do outro. “A chave para relacionamentos duradouros é maturidade emocional de seus parceiros. E quando houver crises no casamento, que ambos tenham motivação para superar juntos”.

A psicóloga destaca ainda a importância de a mulher ter independência profissional e financeira, mas se não souber lidar com essa autonomia e dosar a liberdade, pode ser um fator de dificuldade para manter uma relação afetiva. “Para poder relacionar-se com outra pessoa é preciso saber estar junto com certo grau de equilíbrio, onde ambos permitem-se brilhar, ora um tem  prioridade ora o outro… E esse movimento emocional requer certo grau de maturidade e disponibilidade interna emocional de ambos”, diz.

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